Um dos argumentos que volta e meia surge entre aqueles que defendem a permanência do domínio do Rio Grande pelo Brasil, é de que se separarmos, “viraremos um Uruguai”. Os defensores do atual centralismo de poder em Brasília fazem esta afirmativa como se isto fosse a pior coisa que pudesse acontecer, que estaríamos fadados a afundar em alguma crise ou que isto seria um desastre maior do que já estamos vivendo no campo da economia, saúde ou educação. Ou então, que a vida no Uruguai seria bem pior do que no Brasil!
A partir disso, eu, ao contrário destes que fazem a afirmação sem embasamento teórico nenhum, resolvi pesquisar a respeito desta questão, comparando alguns dados estatísticos dos dois países. Os resultados são incontestáveis!
Produto interno bruto (PIB) per capita por paridade do poder de compra (PPC): é o valor de todos produtos e serviços produzidos dentro de uma nação no período de um ano, dividido pela população média do mesmo ano. Os cálculos abaixo, realizados em 2007, são de 3 organizações distintas: Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial (BM) e Central Intelligence Agency (CIA). Segue o PIB per capita em dólares americanos (US$) e a posição mundial de cada país.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_pa%C3%ADses_por_PIB_(Paridade_do_Poder_de_Compra)_per_capita
Segundo o FMI:
Uruguai: 63º lugar (US$ 11.621)
Brasil: 78º lugar (US$ 9.695)
Segundo o BM:
Uruguai: 58º lugar (US$ 10.204)
Brasil: 71º lugar (US$ 8.949)
Segundo a CIA:
Uruguai: 70º lugar (US$ 10.700 )
Brasil: 75º lugar (US$ 9.700)
Coeficiente de Gini: é utilizado para calcular a desigualdade de distribuição de renda.
Quanto mais próximo de zero, maior é a igualdade de renda.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Coeficiente_de_Gini
Uruguai: 45.2
Brasil: 50.5
Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) e a Central Intelligence Agency (CIA) 2007/2008.
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): medida comparativa que engloba três dimensões: riqueza, educação e esperança média de vida. O índice varia de zero (nenhum desenvolvimento humano) até 1 (desenvolvimento humano total).
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%8Dndice_de_Desenvolvimento_Humano
Uruguai: 0,859 (posição mundial: 47º)
Brasil: 0,807 (posição mundial: 70º)
Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) de 2006, publicados em 2008.
Expectativa de vida: número médio de anos que um indivíduo pode esperar viver.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Esperan%C3%A7a_de_vida
Uruguai: 76,4 anos (47º)
Brasil: 72,4 anos (92º)
Dados de 2006 do relatório de Perspectivas da População Mundial das Nações Unidas, para o período de 2005-2010.
Mortalidade infantil: óbito de crianças durante o seu primeiro ano de vida
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mortalidade_infantil
Uruguai: 13,1 crianças para cada mil nascimentos (128º)
Brasil: 23,6 crianças para cada mil nascimentos (90º)
Tem por base os dados do The World Factbook para o ano de 2008.
Educação:
Uruguai: A educação no Uruguai é obrigatória por um total de nove anos, começando na educação primária, e é gratuita da pré-escola até a educação superior.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Uruguai
Brasil: o ensino público é totalmente defasado, falta de professores no ensino médio e fundamental são notícias corriqueiras. O ensino superior gratuito é para poucos. O candidato precisa de uma forte preparação para ingressar na universidade pública. Já as faculdades pagas possuem altas mensalidades que estão fora da realidade para a maioria da população.
Alfabetização: taxa de alfabetização de cada país segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento de 2007/2008.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_pa%C3%ADses_por_%C3%ADndice_de_alfabetiza%C3%A7%C3%A3o
57º lugar: Uruguai 96.8%
90º lugar: Brasil 90.0%
É lógico que o Uruguai está longe de ser uma potência mundial, tampouco se trata de um país do nível de nações desenvolvidas européias. No entanto, os números não deixam dúvidas de que esta afirmação está cheia de 'pré-conceitos'! Viver no Uruguai seria melhor do que viver nos atuais padrões e índices brasileiros!
Portanto, os anti-separatistas precisarão achar outros motivos para justificar que estamos errados, precisarão arranjar outros argumentos que provem que não é vantajoso a nossa independência política!
Viva a República Rio-Grandense!
Escrito por: Marcelo Alves
sábado, 25 de abril de 2009
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